Esta página utiliza cookies. Ao continuar a navegação está a aceitar a sua utilização. Caso pretenda saber mais, consulte a nossa política de privacidade     [Aceitar e Fechar]

O ORÇAMENTO DE ESTADO PARA 2020

  • 2020-02-04


A FALTA DE RESPOSTAS CONCRETAS PARA OS PROBLEMAS DOS MILITARES

Na discussão do Orçamento de Estado para este ano na área da Defesa Nacional, o Ministro da Defesa nas respostas que deu ou não deu às perguntas que lhe foram colocadas, nada de concreto disse sobre a resolução dos problemas graves que assolam os Homens e Mulheres que prestam serviço nas Forças Armadas.


Ou seja, aqueles que sustentam a Instituição Militar, aqueles que juram defender a Pátria se necessário com o sacrifício da própria vida, no final daquele conjunto de perguntas e respostas, ficaram com uma mão cheia de nada…


O Ministro da Defesa indicou a pretensão de aumentar o vencimento dos militares que ingressam na formação básica, recruta, decisão que a Associação de Praças considera justa e que já deveria ter sido tomada há mais tempo.


Mas aqui coloca-se outra questão que gostaríamos que o Ministro da Defesa nos respondesse: então e os que já prestam serviço nas Forças Armadas? Para quando um aumento salarial? Ou pretende o Ministro da Defesa que no final desta legislatura todos estejamos a auferir salários próximo do salário mínimo nacional?


Camaradas, como explicámos no Boletim de Notícias n.º 8 de 4 de dezembro 2019, se a pretensão deste governo for que o salário mínimo nacional atinja em 2023 os 800 euros, teremos nessa altura os recrutas a auferir um vencimento pouco inferior aos Primeiro-marinheiro/Cabo-adjunto com vários anos de posto e aos Cabos/Cabo-seção com 30 anos de carreira.


É inaceitável!


Camaradas, este Orçamento de Estado, olvida completamente estas questões como olvida medidas que visem criar atratividade ao ingresso e retenção dos jovens nas Forças Armadas, as promoções e progressões nas carreiras (que no caso da Marinha continuam a ser mal aplicadas o que origina listagens erradas), como “assobia para o lado” quanto à questão do RAMMFA, o Ministro da Defesa afirmou que “o RAMMFA está a ser aplicado de uma forma equilibrada”, o que nos leva a perguntar ao Ministro da Defesa se tem andado distraído, pois não ouviu as várias recomendações das Associações Socioprofissionais quando lhe fizeram chegar a informação de que este RAMMFA é subjetivo, inócuo e injusto.


Caros Camaradas, estes são entre outros os assuntos que a Associação de Praças considera relevantes, e para isso pede a todos os Camaradas que não só discutam estes assuntos nas redes sociais, nos bares das Unidades ou nos refeitórios, mas que nos juntemos todos no próximo dia 6 de fevereiro, numa iniciativa conjunta da Associação de Praças, a Associação Nacional de Sargentos e a Associação de Oficiais das Forças Armadas, às 18 horas, no auditório da Fundação D. Pedro IV, na Avenida D. Carlos I, n.º 124 J, próximo da AR, em Lisboa, onde decorrerá uma reunião de Militares para debater o Orçamento de Estado bem como outros assuntos de relevância para a vidas dos Militares das Forças Armadas.


A defesa da condição militar é uma responsabilidade de todos e todos não serão demais.
 
A Direção
Lisboa, 3 de fevereiro de 2020
  

"QUEM LUTA NEM SEMPRE GANHA, MAS QUEM NÃO LUTA PERDE SEMPRE!"