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Euromil Presidium

118º PRESIDIUM DA EUROMIL EM BUDAPESTE

Em 12 de Outubro passado, cerca de 80 delegados das associações e sindicatos membros e observadores da EUROMIL reuniram-se em Budapeste, na Hungria, para o 118º Presidium da EUROMIL.

O Presidente Emmanuel Jacob abriu o 118º Presidium, referindo que estar de volta à Hungria, com o excelente apoio da HOSZ (sindicato de militares húngaros), é uma grande satisfação para a EUROMIL. Salientou a importância dos direitos humanos e das liberdades fundamentais no trabalho que esta organização de âmbito europeu desenvolve e, nesse sentido, fez a apresentação oficial de um vídeo produzido pela EUROMIL por ocasião do 70º aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem.

O Presidente da HOSZ, János Czövek, tomou a palavra, salientando que é a quinta vez que um Presidium da EUROMIL se realiza em Budapeste, o que testemunha a boa cooperação entre a EUROMIL e a HOSZ. Terminou desejando aos delegados uma reunião plena de sucesso.

O Ministro da Defesa da Hungria, Tibor Benkö, na sua intervenção, deu as boas-vindas aos delegados da EUROMIL, nesta reunião realizada na Hungria. Enfatizou que na Hungria é um ponto de vista amplamente aceite que as forças armadas não podem ser separadas da sociedade, e que precisam de ser vistas no seu contexto social e económico. Como ministro, considera ser importante consultar o sindicato militar para poder beneficiar dos seus conhecimentos e experiência. A troca de opiniões e de boas práticas é também essencial a nível europeu e internacional, como bem se comprova pelo bom exemplo da EUROMIL.

O ministro afirmou que, na sua opinião, num ambiente de segurança em rápida mutação, a resposta mais correcta passa por se poder ter os militares bem treinados, motivados e devidamente equipados. A esse respeito, referiu o recrutamento e retenção do pessoal como desafio iminente. Uma vez que muitas forças armadas europeias estão a enfrentar desafios semelhantes, este Presidium será uma boa base para discutir e trocar as melhores práticas e experiências das várias associações e sindicatos militares presentes.

Seguiu-se um painel de debate sobre “Novos desafios para as forças armadas europeias”. O moderador, Marcell Hajdók (HOSZ), abriu o debate afirmando que alguns desafios enfrentados pelos estados europeus, como a migração e as mudanças climáticas, não podem ser tratados apenas por uma nação. Para lidar com novos desafios, no entanto, as forças de defesa podem precisar de novos equipamentos, novos métodos de treino, mais recursos, entre outros aspetos.

O primeiro orador deste painel, Alexander Verbeek (Instituto de Segurança Planetária) concentrou-se nas mudanças climáticas como nexo de segurança. Afirmou que, em retrospectiva, é sempre mais fácil identificar causas e tendências. Olhando para os aspectos de segurança hoje, pode-se identificar as mudanças climáticas como o chamado “multiplicador de ameaças”. Não só as mudanças demográficas e o crescimento populacional, mas também o aumento do consumo, o aquecimento contínuo da terra e a diminuição dos recursos de água doce são um factor desestabilizador que, infelizmente, atingirá as regiões mais frágeis do mundo. A Europa terá, no entanto, de lidar com as suas consequências, entre as quais, o aumento dos fluxos migratórios.

O segundo orador, László Domján (Chefe do Departamento de Política de Defesa, Ministério da Defesa húngaro) baseou a sua intervenção nas mudanças geopolíticas que se podem observar hoje em dia na vizinhança europeia. As potências emergentes, a primavera árabe, a anexação russa da Crimeia, o terrorismo e a migração são apenas os aspetos visíveis dessas profundas mudanças. Com um aumento da instabilidade e da imprevisibilidade, os militares poderão ter de assumir um papel e uma responsabilidade maiores, e nesse sentido, o espectro das tarefas militares vai tornar-se mais amplo e abrangente. Consequentemente, os militares devem estar preparados e capacitados para cumprir uma mais ampla gama de tarefas, os líderes precisam de ser mais criativos e abertos à inovação porque, afinal, estamos a viver uma época de mudanças doutrinárias.

O terceiro orador, Peter Vojtek (Vice-Presidente da ZVSR – sindicato de militares da Eslováquia) concordou com os anteriores oradores no que diz respeito à natureza alterada do ambiente de segurança europeu. Enfatizou que, embora a Europa seja classificada como a região mais pacífica no índice de paz global, os desafios para os militares europeus permanecerão. Para dominar esses desafios, os militares devem ser adequadamente treinados, as capacidades e competências necessitam de ser melhoradas pois, afinal, “um exército será tão forte quão fortes forem os seus soldados”.

O período de perguntas e respostas que se seguiu, realçou que as mudanças climáticas afetam todos nós e que ações imediatas e urgentes são necessárias. A migração como questão de segurança foi discutida pelos participantes, assim como a necessidade de fortalecer a capacidade de resistir dos estados mais afectados.

No período da tarde, foram organizadas três “workshops” paralelas, nas quais os delegados discutiram questões relacionadas com o recrutamento, a igualdade de género nas forças armadas e os pontos de contato das associações e sindicatos quando em missões no exterior. O Presidium aprovou o fim do estatuto de observador da associação turca TAS, renovou o estatuto de observador do “Nezavisnost”, da Sérvia, por mais um ano, aprovou a admissão do NSO, da Macedónia, como membro efectivo e aceitou a associação romena LMP com o estatuto de observador. Posto isto, a EUROMIL conta agora com 34 associações e sindicatos membros de 22 países.O 119º Presidium será realizado em 12 de Abril de 2019, em Bucareste, na Roménia.

 

Nome da EUROMIL Alterado em Congresso Extraordinário

Numa iniciativa conjunta das três associações portuguesas de militares (ANS, AOFA e AP), membros da EUROMIL, em Abril de 2018, na reunião de Direcção que antecedeu o 117º Presidium, em Bruxelas, foi apresentada uma proposta no sentido de ser alterado o nome daquela organização.Propunha-se que a Direção da EUROMIL discutisse e apresentasse ao 117º Presidium, em Bruxelas, a necessidade de convocar um Congresso Extraordinário, a realizar durante o Presidium do Outono, para tratar da proposta apresentada.O Presidium aprovou a ideia e assim, no final dos trabalhos do 118º Presidium, em Budapeste, foi formalmente convocado um Congresso Extraordinário com o objectivo de analisar, discutir e votar a proposta apresentada pelas associações portuguesas no sentido de mudar o nome da organização, de “EUROMIL – Organização Europeia de Associações Militares” para “EUROMIL – Organização Europeia de Associações e Sindicatos Militares”.